O Brasil possui duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, e Angra 3 está em fase de licenciamento e aprovação para as obras . Juntas produzem aproximadamente 3% da energia elétrica do país, número esse muito pequeno para o potencial energético nuclear que possuímos. O país é atualmente quase que em sua totalidade abastecido por energia hidrelétrica, que representa quase 90% do total. Espera-se um forte crescimento econômico do Brasil até 2030 de acordo com os dados do "International Energy Outlook" de 2008. Com o crescimento do país, cresce também a necessidade de energia elétrica. A demanda energética crescente deve coincidir com um aumento gradual na produção de energia, ou o país voltará a sofrer com os conhecidos apagões de antigamente.
Os planos de diversificação da matriz energética brasileira preveem a construção de quatro a oito reatores nucleares no país até 2030, com estudos sendo feitos sobre a localização dessas.
Outros fatos:
- O Brasil tem a maior jazida de urânio do mundo, mas é apenas o sexto maior produtor. O urânio enriquecido é usado como matéria prima nos reatores.
- As usinas existentes no Brasil são do tipo PWR ( do inglês "Pressurized Water Reactor", reator a água pressurizada), que contém quatro barreiras de contenção que impedem a saída de material radioativo para o meio ambiente. Isso as torna muito confiáveis, podendo ser um investimento enérgetico muito bom a médio-longo prazo. Além disso, esse modelo deve continuar sendo usado no Brasil, justamente por seu alto nível de confiabilidade.
- O país possui um Centro de Treinamento para operadores de usinas nucleares, em Macaumba, RJ, que é uma reprodução das salas de controle das usinas, atuando como um simulador. Os instrutores, todos brasileiros, vão as usinas europeias para cursos de atualização de conhecimento e introdução de novas experiências nos cursos ministrados.
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